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Notas não definem competência

 

Quando olhamos para o mercado de trabalho e as exigências de um profissional nos dias de hoje, observamos que há uma distância entre o que é ensinado e o que realmente é necessário para o bom desempenho de um trabalhador. Observe a lista abaixo que, segundo o Fórum Econômico Mundial, são as 10 competências do profissional do futuro:

 

1 – Resolução de Problemas Complexos

2 – Pensamento Crítico

3 – Criatividade

4 – Liderança e Gestão de Pessoas

5 – Trabalho em Equipe

6 – Inteligência Emocional

7 – Julgamento e tomada de decisões

8 – Orientação a serviços

9 – Negociação

10 – Flexibilidade Cognitiva

 

Todas elas estão relacionadas à comportamentos e não à formação acadêmica em si. Ou seja, o conjunto de atitudes e habilidades desenvolvidas ao longo da vida acadêmica é o que fará a diferença no mercado de trabalho e não somente a quantidade de diplomas ou notas azuis acumuladas ao longo da vida.

Dessa forma então, dispensamos por completo a formação técnica formal? Não, não se trata disso. Trata-se de mudar o foco! Focar no aluno e não no currículo, focar no resultado e não apenas no “check” ao longo da jornada estudantil.

As maiores empresas de tecnologia como GOOGLE, Amazon e Facebook dispensam a entrega de diplomas ou certificados em seus processos seletivos. Eles já entenderam que é mais importante saber fazer de fato, do que um papel informando que a pessoa estudou para saber tal coisa. Alguém aí já viu no boletim uma  nota para “inteligência emocional”? Criatividade? Ou algum tipo de menção a “excelência em relacionamentos interpessoais”? Pois é! Eis a distância que temos entre as exigências do mercado com aquilo que os processos de formação escolar têm feito.

Mas afinal, como adquirir tais habilidades? É! Isso não está no Google, não está no YouTube, em um curso rápido de gestão, somente a prática poderá ensinar.

Habilidades requerem prática para serem adquiridas. É preciso expor as crianças à determinados tipos de pressão para forjar seu caráter, é preciso estar diante de situações problema reais para buscar soluções, é preciso estar inserido no mundo real para aprender a viver nele! E aí o homeschool traz grande vantagem. Os homeschoolers estão diretamente inseridos no contexto social, todas as situações vividas em seu dia a dia podem ser bem aproveitadas para orientá-los a tais habilidades, mesmo as mais simples, como seguir as orientações para ter sucesso em uma receita, abrir mão de uma peça de lego para que o projeto do outro fique completo, buscar meios alternativos para terminar uma tarefa quando você não dispõe de todos os materiais listados, enfim, infinitas são as possibilidades diárias, mas, é preciso o olhar atento dos pais ou tutores para não desperdiça-las e encontrar a melhor forma de orientar os estudantes.

Para quem está começando a jornada de homeschool com a família, às vezes pode ser difícil enxergar tais possibilidades e a dica é: busque referências em quem já trilhou este caminho, procure conviver com pessoas de caráter admirável, busque materiais de apoio dignos para te auxiliar no processo e, principalmente, lembre-se de que as notas avaliativas por si só não definem a sua competência!